Por Visual News Noticias / Sérgio Ferreira
A diretoria do Fluminense de Feira, realizou uma entrevista coletiva na
tarde desta terça-feira (7) na sede do clube em Feira de Santana e
comunicou que desistiu da contratação do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, após várias polêmicas e discussões sobre o assunto.
Bruno está em regime semiaberto desde julho de 2019, quase nove anos
após a morte da modelo Elizia Samúdio em 2010. Ele foi condenado a 20
anos e nove meses pelos crimes de homicídio triplamente qualificado,
sequestro e ocultação de cadáver, e ganhou direito ao benefício após ter
cumprido o tempo necessário para progressão da pena.
As opiniões acerca das atitudes pregressas do goleiro, exaltaram os
ânimos da sociedade feirense e o presidente do time, o deputado estadual
Pastor Tom (Ewerton Carneiro), declarou que em virtude da manifestação
popular, o Fluminense de Feira descartou a vinda do goleiro para a
cidade de Feira de Santana.
“Ficamos felizes naquele momento em que os empresários se dispuseram a
ajudar para trazê-lo para o clube, mas os últimos dias foram de muita
confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira para
minha família. Várias pessoas se manifestaram nas redes sociais
favoráveis e contra. Ontem eu conversei com Bruno e ouvi ontem a
imprensa de Feira, as pessoas nas ruas, e eu procurei me basear
juridicamente no que isso poderia trazer negativamente ou positivamente
para o Fluminense. No dia de hoje, depois de tudo que repercutiu, a
nossa conclusão é que nós temos uma administração nova e não queremos
aqui polemizar, muito pelo contrário, queremos resgatar aquelas pessoas
que iam para o estádio, que voltem ao estádio. Nesse momento, eu quero
dizer que o Fluminense está desistindo da contratação do mesmo, devido a
manifestação popular”, declarou.
O presidente do Fluminense salientou que a desistência da contratação
ocorreu a partir do apelo da torcida e da opinião do povo. Mas, isso não
representa a sua opinião pessoal que é de poder ressocializar quem
cometeu crimes ou errou.
“Foi o apelo do povo e só quem não ouve o povo é maluco. Ouvimos a
maioria e desistimos. Respeitamos a torcida, todas as pessoas que
falaram. Mas, não estou aqui para julgar. A bíblia diz que quem não
tenha pecado que atire a primeira pedra. Eu como pastor evangélico tenho
que lutar para ressocializar as pessoas. Em nome de Deus eu vou
continuar fazendo isso”, finalizou.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.